“De que adianta um homem ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?”
Jesus Cristo
A corrida é árdua. Difícil para alguns, homérica para outros. Essa frase fala sobre a busca pelo valor material e pelas coisas que “dão prazer”: joias, carros, luxo, poder sobre os outros etc. Tudo aquilo que a sociedade atual nos impele a valorizar.
Mas fica a pergunta:
— Que valor?
Ou a pergunta mais importante:
— A que preço?
De que vale correr atrás de todo esse privilégio se a gente se perde no processo?
A alma, em si, representa a essência do “eu interior” (e, às vezes, também do “eu anterior”). Tudo aquilo que tange o modo de viver que te “enche o peito” e te faz “brilhar os olhos”.
Contudo, pouco a pouco, vamos acumulando e empilhando coisas: badulaques, orgulhos comezinhos, rancores e o próprio ego sobre a nossa essência, sobre aquilo que forjou nossa existência. Essas coisas vão se distanciando, sendo preteridas, esquecidas em meio a tudo isso; em meio ao rodeio de uma vida “muito ocupada”, desse “moedor de carne” que te exige vencer. Vencer na vida (aos olhos dos outros), vencer na vida profissional, num esporte, nas convicções... Coisas introjetadas no “teu eu” que não são, de fato, a tua verdade.
E isso é fácil: a propaganda te faz desejar esse ciclo de satisfação que, muitas vezes, nem cabe em si mesmo.
Em cada escolha da vida, eu me pergunto:
— É para isso que eu estou aqui?
Ou ainda:
— É isso que eu quero para mim?
São perguntas individualmente profundas, que vão te deixar um bom tempo pensativo, até chegar à conclusão de que não é fácil “responder-se” com clareza. E, se o fosse, não seríamos humanos.
Esse é o preço que se paga em cada escolha diária: a guerra entre o sucesso e o sossego.

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